Design de rótulos de vinho: uma história no tempo

Mai 13, 2019 | design, packaging, processo

Design de rótulos de vinho: uma história no tempo

O ritual do vinho é algo conhecido por todos.
Acredita-se que o vinho foi introduzido na Grécia, cerca de 400 a.C. De facto, existem artefactos que apontam para a existência do vinho como parte das civilizações minoica e micénica.
Nesta época, o vinho era considerado um presente dos deuses, o que levava a que muitos adorassem Dionísio, o Deus do vinho.

No túmulo do rei Tutancamôn foram descobertos potes de vinho, os mesmos já com rótulos.

Rótulos de vinho, uma história de arte

O rótulo de vinho mais antigo foi escrito à mão pelo monge Pierre Perignon. Este rótulo era feito de pergaminho e amarrado ao gargalo de uma garrafa com um pedaço de barbante. Nos anos 1700, com a introdução da garrafa de vidro e as múltiplas variedades de vinho produzidas, era necessário identificar os vinhos pela sua origem e qualidade. Nasce o rótulo de vinho moderno.

O primeiro método de construção de rótulos de vinho envolveu projetar o rótulo numa pedra e depois passar um rolo de tinta para produzir o próprio rótulo.
No entanto, o primeiro desenvolvimento real no campo dos rótulos de vinho aconteceu em 1798.

Iniciado por Alois Senefelder, com a invenção da litografia, que permitia imprimir etiquetas em grandes quantidades e utilizá-las como rótulos do vinho. Neste seguimento, a maioria dos produtores preferiu rótulos em formato retangular, que permitiam colocar maior informação sobre o vinho.

Da escrita ao grafismo

Foi em Itália que os rótulos de vinho começaram a assumir novas características. Uma etiqueta de 1820 conservada nos arquivos históricos de Santa Vittoria d`Alba, datada de 1852, continha a descrição Francesco Cinzano Confettiere e Liquoriere Fornitore della Real Casa. Este rótulo tinha mais detalhes do que os rótulos anteriores.

O crescimento da indústria do vinho, o aumento da variedade de vinhos produzidos e a necessidade de distribuição, acabaram por tornar a rotulagem imprescindível.

 

Do nome à história: o primeiro rótulo de vinho em papel

Os primeiros rótulos de vinho em papel foram feitos na Alemanha cerca do século XIX.
Estes rótulos eram bastante genéricos. Simples, impressos em papel branco, com uma fonte serifada, apenas com o tipo de vinho escrito. Mais tarde, começou a introduzir-se o nome do vinho e o ano da colheita.
Pela mesma época, em França, os rótulos de champanhe ganhavam outra dimensão. Começavam a ser criados com ouro, prata, bronze, azul, e outras cores, feitos pelas grandes champanharias.

A cada ano que passava, os produtores de vinho orgulhavam-se cada vez mais dos seus vinhos e começaram a transmitir esse orgulho no rótulo. O rótulo começou a ter presente prémios ganhos pelo vinho e outras menções honrosas.
Nos séculos XIX e XX, os rótulos de vinho italianos começaram a transmitir os detalhes da vida quotidiana. Assim começaram a ser exibidos nos rótulos brasões e paisagens. Para os vinhos que eram produzidos de forma individual, os rótulos apresentavam retratos ou medalhas de família.

Em 1950 foram impostas certas exigências por entidades governamentais aos rótulos de vinho.

Assim, iniciou-se o desenho dos rótulos mais semelhantes ao que conhecemos nos dias correntes, onde deve estar presente toda a informação sobre a bebida.

Hoje podemos ver vários tipos de rótulos presentes nas garrafas de vinho. Estes rótulos, embora apresentem semelhanças entre eles, são todos diferentes, contando cada um uma história do licor que representam.

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